terça-feira, 19 de junho de 2012

Oficina Aberta do Arco-Íris do Desejo

CONVITE



A equipe doprojeto “Mães Negras – Teatro das Oprimidas” e a Secretaria Municipal dePolíticas para as Mulheres convidam para uma oficina aberta no dia 23.06 das09h às 12h no espaço do Centro de Referência Cora Coralina.

A oficinacontempla algumas técnicas do Arco-Íris do Desejo, método de teatro-terapiacriado por Augusto Boal.

O Arco-íris doDesejo é uma investigação sensorial-imagética das opressões em seusaspectos mais subjetivos. Buscando por soluções, investigam-se as posturas dosopressores assim como as reações, contradições e concessões daqueles que sesentem oprimidos pela situação. As técnicas do Arco-Íris são extremamenteefetivas para a desconstrução de vários aspectos que contribuem para amanutenção de situações de conflito em que o indivíduo se vê repetindo posturasque lhe afetam negativamente.



Serviço:

Data: 23.06 das09h às 12h

Local:Secretaria Municipal de Politicas para Mulheres - Centro de Referencia CoraCoralina.

Rua 16 A n.350, Lote 23A Quadra 23A. Setor Aeroporto.

Telefone:35242934

Público mínimo:10 pessoas

Público máximo:25 pessoas



Interessados enviar e-mail com nome completo para carolina.mujer@gmail.com;
ou garudasimone@hotmail.com.

Mães Negras Teatro das Opriminas

EsTaMoS rEaLiZaNdO Um SoNhO e MoNtAnDo Um EsPeTáCuLo!!!

Nossos ensaios ocorrem de segunda a sexta na Associação Mestre Bimba, das 19h30 às 22h.
Para saber mais, email para carolina.mujer@gmail.com

Uma breve explicação do projeto...

A investigação da ancestralidade das mulheres brasileiras traz à tona o fato de que nossa composição é mista, formada pelas matrizes européia, africana e indígena. Apesar disso, temos pouca informação sobre os mitos referentes às mulheres africanas e indígenas. Atentos a isso, a Associação Mestre Bimba, com tradição em trabalhos relacionados à população afro-descendente, planeja desenvolver um espetáculo teatral com as mulheres negras e pobres da cidade, efetuando uma pesquisa ancestral e apresentando-a, nos palcos, escolas e associações de Goiânia. Os moradores da periferia sempre estiveram sujeitos à segregação espacial e à negação de seus direitos. Pretendemos valorizar experiências e restabelecer a auto-estima das mulheres negras, através de pesquisa corporal com os movimentos da capoeira, do afoxé e da dança afro, assim como a performance dos mitos iorubanos referentes às yabás (Yansã, Oxum, Iemanjá, Nanã, Obá). Integrando a técnica do Teatro do Oprimido, será criado uma cena de Teatro-Fórum que trate das opressões perpetuadas contra as mulheres negras nos dias atuais, unindo beleza estética e reflexão política, de forma a divulgar a cultura negra e debater o racismo, o sexismo e a pobreza.
O Teatro das Oprimidas é um método artístico que consegue envolver a complexidade social em que vivem as mulheres negras. Desenvolvido através do método de Augusto Boal, o Teatro das Oprimidas é uma proposta experimental que partiu de uma iniciativa do Centro de Teatro do Oprimido no Rio de Janeiro em parceria com a diretora de teatro Alesandra Vannucci em 2009 que reuniu mulheres de várias partes do Brasil, assim como de Moçambique, Guiné-Bissau, Espanha, Alemanha, Portugal, Argentina, México, no intuito de criar um espaço estético de pesquisa da feminilidade. É a vez de Goiás participar desta experiência.
Construiremos um espetáculo símbolo da luta brasileira pela igualdade. Igualdade em todas as suas nuances: raça, classe e gênero. O espaço cênico da cidade de Goiânia será preenchido pelas mais belas influências africanas e muito ganhará com esta proposta pioneira ao oferecer arte de qualidade à comunidades menos favorecidas.


sábado, 3 de dezembro de 2011

Madalena Ocupa a Praça Cívica



Madalena ocupa a Praça Cívica
O evento “Madalena Ocupa a Praça Cívica”, que acontecerá no dia 5 de dezembro a partir das 17 horas na Praça Cívica, faz parte da campanha mundial “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”, lançada em mais de 160 países.
O tema da campanha este ano é “Desde a Paz no Lar até a Paz no Mundo: Desafiemos o Militarismo e Terminemos com a Violência contra as Mulheres”. O objetivo é buscar celeridade em inquéritos policiais e processos, além de sensibilizar a população sobre a importância de denunciar casos de violência contra mulheres.
Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que mais de 70% das mulheres em todo o mundo sofrem algum tipo de violência de gênero ao longo da vida. A estimativa é que uma em cada cinco mulheres seja vítima de estupro ou de tentativa de estupro. Mulheres com idade entre 15 e 44 anos apresentam maior risco de sofrer violência sexual e doméstica do que de serem vítimas de câncer, acidentes de carro ou malária.
                Quem são as Madalenas?
                As Madalenas são mulheres muito inquietas que, através das técnicas do “Teatro do Oprimido” de Augusto Boal e do “Laboratório Madalena - Teatro das Oprimidas” de Bárbara Santos e Alesandra Vannucci, apresentarão cenas teatrais relacionadas à violência contra a mulher com o intuito de suscitar o debate junto à população goianiense.
                As intervenções teatrais ocorrerão nos pontos de ônibus na Praça Cívica a partir das 17 horas do dia 5 de dezembro. Quem estiver passando poderá presenciar as performances do grupo e receber material informativo sobre a Lei Maria da Penha, o Disque Denúncia, o Combate à Feminização da Aids.
                Aqueles que seguirem o cortejo ao som das alfaias e da voz da cantora Paola Camargo serão conduzidos à apresentação final, que ocorrerá às 18 horas em frente ao Palácio Pedro Ludovico. Através da apresentação de um Teatro-Fórum, o público poderá questionar as possíveis ações, coletivas e individuais, no combate à violência contra a mulher. A presença de lideranças civis e governamentais ligadas aos direitos das mulheres incrementará o debate. Refletindo a respeito das leis que já existem e do que ainda é preciso fazer, sociedade civil e representantes se encontrarão face-a-face através de metodologia teatral, lúdica e política.

                Realização e Apoio:
                O evento é uma realização do “Grupo Madalena – Teatro das Oprimidas”, coordenado por Carolina Machado, em parceria com o “Grupo Transas do Corpo”, o “Grupo de Mulheres Negras Dandara no Cerrado”, o “Programa Interdisciplinar da Mulher da PUC-GO”, patrocinado pela “Rede de Saúde das Mulheres Latino Americanas e do Caribe (RSMLAC)”, através de edital da Campanha do Dia Internacional da Não-Violência Contra as Mulheres, e pelo grupo “Católicas Pelo Direito de Decidir”.
                A proposta conta ainda com o apoio da Secretaria de Estado da Mulher e Promoção da Igualdade Racial (SEMIRA), do Núcleo de Gênero da 63ª Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos da Mulher do Ministério Público Estadual, do Centro de Formação Profissional em Artes Basileu França e do Grupo Calunga de Capoeira de Angola.
Evento: Madalena Ocupa a Praça Cívica
Local: em frente ao Palácio Pedro Ludovico
Horário: a partir das 17h
Evento Gratuito!

Madalena Ocupa a Praça Cívica



Madalena ocupa a Praça Cívica
O evento “Madalena Ocupa a Praça Cívica”, que acontecerá no dia 5 de dezembro a partir das 17 horas na Praça Cívica, faz parte da campanha mundial “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”, lançada em mais de 160 países.
O tema da campanha este ano é “Desde a Paz no Lar até a Paz no Mundo: Desafiemos o Militarismo e Terminemos com a Violência contra as Mulheres”. O objetivo é buscar celeridade em inquéritos policiais e processos, além de sensibilizar a população sobre a importância de denunciar casos de violência contra mulheres.
Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que mais de 70% das mulheres em todo o mundo sofrem algum tipo de violência de gênero ao longo da vida. A estimativa é que uma em cada cinco mulheres seja vítima de estupro ou de tentativa de estupro. Mulheres com idade entre 15 e 44 anos apresentam maior risco de sofrer violência sexual e doméstica do que de serem vítimas de câncer, acidentes de carro ou malária.
                Quem são as Madalenas?
                As Madalenas são mulheres muito inquietas que, através das técnicas do “Teatro do Oprimido” de Augusto Boal e do “Laboratório Madalena - Teatro das Oprimidas” de Bárbara Santos e Alesandra Vannucci, apresentarão cenas teatrais relacionadas à violência contra a mulher com o intuito de suscitar o debate junto à população goianiense.
                As intervenções teatrais ocorrerão nos pontos de ônibus na Praça Cívica a partir das 17 horas do dia 5 de dezembro. Quem estiver passando poderá presenciar as performances do grupo e receber material informativo sobre a Lei Maria da Penha, o Disque Denúncia, o Combate à Feminização da Aids.
                Aqueles que seguirem o cortejo ao som das alfaias e da voz da cantora Paola Camargo serão conduzidos à apresentação final, que ocorrerá às 18 horas em frente ao Palácio Pedro Ludovico. Através da apresentação de um Teatro-Fórum, o público poderá questionar as possíveis ações, coletivas e individuais, no combate à violência contra a mulher. A presença de lideranças civis e governamentais ligadas aos direitos das mulheres incrementará o debate. Refletindo a respeito das leis que já existem e do que ainda é preciso fazer, sociedade civil e representantes se encontrarão face-a-face através de metodologia teatral, lúdica e política.

                Realização e Apoio:
                O evento é uma realização do “Grupo Madalena – Teatro das Oprimidas”, coordenado por Carolina Machado, em parceria com o “Grupo Transas do Corpo”, o “Grupo de Mulheres Negras Dandara no Cerrado”, o “Programa Interdisciplinar da Mulher da PUC-GO”, patrocinado pela “Rede de Saúde das Mulheres Latino Americanas e do Caribe (RSMLAC)”, através de edital da Campanha do Dia Internacional da Não-Violência Contra as Mulheres, e pelo grupo “Católicas Pelo Direito de Decidir”.
                A proposta conta ainda com o apoio da Secretaria de Estado da Mulher e Promoção da Igualdade Racial (SEMIRA), do Núcleo de Gênero da 63ª Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos da Mulher do Ministério Público Estadual, do Centro de Formação Profissional em Artes Basileu França e do Grupo Calunga de Capoeira de Angola.
Evento: Madalena Ocupa a Praça Cívica
Local: em frente ao Palácio Pedro Ludovico
Horário: a partir das 17h
Evento Gratuito!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Programação Laboratório Madalena, 7, 8 e 9 de Outubro de 2011

  1. O que é o Teatro das Oprimidas?

O Teatro das Oprimidas é uma proposta experimental que a partir de uma iniciativa Centro de Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro em parceria com a diretora de teatro Alesandra Vannucci em 2010, reuniu mulheres de várias partes do Brasil, Moçambique e Guiné-Bissau. Foram realizados laboratórios em algumas capitais em distintas regiões do país: Ceará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Distrito Federal. Reunindo grupos de mulheres com o intuito de efetuar uma busca, uma profunda pesquisa a respeito das opressões perpetuadas contra as mulheres. O laboratório mescla técnicas do Teatro do Oprimido, da Estética do Oprimido, técnicas do Arco-Íris do Desejo e do teatro profissional, construindo a noção de que nossa relação com o Outro se mostra através do corpo, através das imagens e representações sociais de homens e mulheres. 
Partindo da metodologia desenvolvida por Augusto Boal, esses grupos se vêem diante do desafio de não somente caracterizar os opressores e denunciá-los, senão que investigar posturas, idéias e comportamentos que estão inscritas nos corpos das oprimidas e que alcançam o cotidiano com força suficiente para barrar a desenvoltura de seus desejos. É possível observar como essa dimensão mais simbólica do poder desvela-se diante das protagonistas e de seu público, através da forma auto-reflexiva e transformadora que o teatro de Boal nos oferece.
      A defesa de um “Teatro das Oprimidas” já é realizada por distintos coletivos de mulheres: um teatro que efetivamente contribui para a formação política e a superação das opressões através da ação coletiva. Essa é a prática que defendemos ao longo do curso: a prática de um teatro comprometido com um projeto político de liberação, não somente das mulheres, mas de negros, pobres e indígenas: os “esquecidos”. Enfim, para a construção de um conhecimento mais compartilhado e acessível à diversidade, lúdico, mas, sobretudo, político!

PROGRAMAÇÃO DO LABORATÓRIO MADALENA GOIÁS-DF:

1º dia (Sexta-feira, 7 de Outubro)

19h – Chegada das Participantes e Acomodamento
20h – Roda de Boas-Vindas, expectativas e explicação sobre atividades. Definição de comissões para organização geral.
21h – Jantar. Cardápio Sugerido: batata na fogueira com molho de queijo, vinho e instrumentos musicais.

2ºdia (sábado, 8 de Outubro)

7h30 – Café-da-Manhã
8h -10h – Jogos teatrais do Laboratório Madalena
10h – Lanche: Frutas
10h15 – 12h00 – Jogos teatrais do Teatro do Oprimido
12h  - 14h – Almoço e tempo livre
14h – 16h – Estética do Oprimido
16h – Lanche: Frutas
16h15 – 19h – Construção Teatro-Fórum
19h – 21h – Oficina de Pizza
21h – Pizzada!

3º dia (Domingo, 9 de Outubro)

7h30 – Café-da-Manhã
8h – 10h – Arco-Íris do Desejo para o Teatro-Fórum
10h – Lanche: Frutas
10h15 – 12h – Ensaio de Cena Fórum: interpretação, figurino e cenário
12h – 14h – Almoço e tempo livre
14 h – 15 h - Montagem do cenário
15h – 17h – Apresentação Teatro-Fórum
17h – Encerramento das atividades e preparar para partir!

INFORMAÇÕES GERAIS:

Valor: por volta de R$60,00, que incluem gastos destinados à comida (2 almoços, 2 jantares, 2 café-da-manhã, 4 lanches) e despesas com material artístico
Transporte: Iremos organizar carros próprios saindo de Goiânia e Brasília para transporte das participantes
Acomodações: Levem barracas, colchões e roupa-de-cama porque o espaço interior da casa é pequeno
Outros: Levem roupa-de-banho (para banho em cachoeirinha) e repelente de insetos

Ps1: O laboratório é só para mulheres! Confirmem a presença através do e-mail carolina.mujer@gmail.com
Ps2: Na chácara não pega celular.
Ps3: O mapa para chegar à chácara será encaminhado por email.



Laboratório Madalena: dias 7, 8 e 9 de Outubro em Goiânia

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Carta Manifesto da Marcha das Vadias de Rio de Janeiro – Por que marchamos?





No Rio de Janeiro, marchamos porque apenas nos primeiros três meses
 desse ano foram 1.246 casos registrados de mulheres e meninas 
estupradas, uma média de quatorze mulheres e meninas estupradas por dia,
e sabemos que ainda há várias mulheres e meninas abusadas cujos 
casos desconhecemos; marchamos porque muitas de nós dependemos 
do precário sistema de transporte público do Rio de Janeiro, que nos
 obriga a andar longas distâncias sem qualquer segurança ou iluminação
 para proteger as várias mulheres e meninas que são violentadas ao
 longo desses caminhos; marchamos porque foi preciso a criação de 
vagões femininos no trem e no metrô para que não fossemos 
sexualmente assediadas durante o uso desses transportes.

No Brasil, marchamos porque aproximadamente 15 mil mulheres são
 estupradas por ano, e mesmo assim nossa sociedade acha graça quando
 um humorista faz piada sobre estupro, chegando ao cúmulo de dizer 
que homens que estupram mulheres feias não merecem cadeia, mas 
um abraço; marchamos porque nos colocam rebolativas e caladas como 
mero pano de fundo em programas de TV nas tardes de domingo e utilizam 
nossa imagem semi-nua para vender cerveja, vendendo a nós mesmas 
como mero objeto de prazer e consumo dos homens; marchamos porque 
vivemos em uma cultura patriarcal que aciona diversos dispositivos para 
reprimir a sexualidade da mulher, nos dividindo em “santas” e “putas”,
e muitas mulheres que denunciam estupro são acusadas de terem 
procurado a violência pela forma como se comportam ou pela forma
 como estavam vestidas; marchamos porque a mesma sociedade que 
explora a publicização de nossos corpos voltada ao prazer masculino
 se escandaliza quando mostramos o seio em público para amamentar
nossas filhas e filhos; marchamos porque durante séculos as mulheres 
negras escravizadas foram estupradas pelos senhores, porque hoje 
empregadas domésticas são estupradas pelos patrões e porque todas 
as mulheres, de todas as idades e classes sociais, sofreram ou sofrerão 
algum tipo de violência ao longo da vida, seja simbólica, psicológica, 
física ou sexual.

No mundo, marchamos porque desde muito novas somos ensinadas a
 sentir culpa e vergonha pela expressão de nossa sexualidade e a temer
 que homens invadam nossos corpos sem o nosso consentimento; 
marchamos porque muitas de nós somos responsabilizadas pela 
possibilidade de sermos estupradas, quando são os homens que deveriam 
ser ensinados a não estuprar; marchamos porque mulheres lésbicas de 
vários países sofrem o chamado “estupro corretivo” por parte de homens 
que se acham no direito de puni-las para corrigir o que consideram 
um desvio sexual; marchamos porque ontem um pai abusou sexualmente 
de uma filha, porque hoje um marido violentou a esposa e, nesse momento, 
várias mulheres e meninas estão tendo seus corpos invadidos por homens 
aos quais elas não deram permissão para fazê-lo, e todas choramos porque 
sentimos que não podemos fazer nada por nossas irmãs agredidas e mortas 
diariamente. Mas podemos. Já somos chamadas de vadias porque usamos 
roupas curtas, já fomos chamadas de vadias porque transamos antes do 
casamento, já fomos chamadas de vadias por simplesmente dizer “não” a um 
homem, já fomos chamadas de vadias porque levantamos o tom de voz em 
uma discussão, já fomos chamadas de vadias porque andamos sozinhas 
à noite e fomos estupradas, já fomos chamadas de vadias porque ficamos 
bêbadas e sofremos estupro enquanto estávamos inconscientes, por um ou 
vários homens ao mesmo tempo, já fomos chamadas de vadias quando 
torturadas e curradas durante a Ditadura Militar. Já fomos e somos diariamente 
chamadas de vadias apenas porque somos MULHERES.

Mas, hoje, marchamos para dizer que não aceitaremos palavras e ações 
utilizadas para nos agredir enquanto mulheres. Se, na nossa sociedade machista, 
algumas são consideradas vadias, TODAS NÓS SOMOS VADIAS. E somos todas 
santas, e somos todas fortes, e somos todas livres! Somos livres de rótulos, de 
estereótipos e de qualquer tentativa de opressão masculina à nossa vida, à nossa 
sexualidade e aos nossos corpos. Estar no comando de nossa vida sexual 
não significa que estamos nos abrindo para uma expectativa de violência, 
e por isso somos solidárias a todas as mulheres estupradas em qualquer circunstância, 
porque tiveram seus corpos invadidos, porque foram agredidas e humilhadas, 
tiveram sua dignidade destroçada e muitas vezes foram culpadas por isso.

O direito a uma vida livre de violência é um dos direitos mais básicos de toda mulher, 
e é pela garantia desse direito fundamental que marchamos hoje e marcharemos 
até que todas sejamos livres. Somos todas as mulheres do mundo! Mães, filhas, 
avós, putas, santas, vadias…todas merecemos respeito!